quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Jingle bells...jingle bells


Eu AMO natal. Tenho lembranças incríveis da família inteira reunida e olha que minha avó teve mais meninos do que meninas e as noras amavam passar o natal lá em casa. Eu fui criada pela minha avó. Quando a gente recebia em casa tinha aquela movimentação. Minhas tias vinham com seus maridos, malas e cuias e crianças (o melhor, eu brincava muito com meus primos) para cozinhar, arrumar e tinha a colcha da cama especial para o dia de festa, a mesa da sala era aberta, a melhor louça era posta, e dançavamos a noite toda. Para nós, as crianças, o ideal era ficar acordado como os adultos e um tio meu pintava quem dormia cedo. Pintava a unha, pintava o rosto com pasta de dente, era uma farra só. Todos dormiam lá e a festa recomeçava no dia 25. Minha avó fazia questão de que todos levassem uma lembrancinha para casa e o portao ficava aberto e a alegria da festa, a música alta chamava os vizinhos, que eram recebidos de braços abertos e minha avó dava um jeito de achar uma lembrancinha dentre as coisas que ia comprando e guardando para dar de presente...eu herdei essa coisa dela e amo natal, gosto de decorar a casa, gosto de casa cheia e como tivemos muitas perdas familiares, sentimos uma saudade imensa, mas celebramos a vida e os que aqui estão. Eu gosto de exibir as fotos de antigos natais e comecei há muitos anos uma tradição de fotografar pessoas queridas com gorrinho de papai noel. Em novembro pedi para Marisa lavar os gorrinhos, deixar a postos, no fim de semana passado eu tive clima para montar a árvore e me dei conta de que é o meu primeiro natal com meu filho. Tem dádiva maior?
Esse ano já comecei a fotografar quem aparece aqui em casa com o gorrinho, porque cada um vai passar natal em um canto.
Eu ficava tentando fazer natais como os da minha avó e juntar o máximo de pessoas da família, amigos e incentivar as crianças a criarem elos e viverem juntas, crescerem juntas, a respeitar as tradições familiares, e introduzi um clima com velas na oração, fazíamos o nascimento de Jesus na manjedoura, amigo oculto animado...mas confesso que do ano passado para cá fiquei refletindo que isso exigia bastante de mim á que durante o ano as vezes rolam picuinhas e nem todos curtem estar juntos. Isso faz parte, mas tem que ter um diplomata e eu fazia esse papel muito bem com a ajuda do meu marido, da minha prima...mas
desde quando grávida, me afastei dos dilemas familiares e passei a entender e respeitar a vontade das pessoas de passarem onde e com quem quiserem. Esse ano, eu senti desejo de ficar na minha casa, mesmo que só com meu marido e meu filho, minha amiga irmã. Adoraria que todos viessem, mas as pessoas já estão inseridas em outros natais e isso também me deixa feliz, porque somos os Rebellos a espalhar luz e alegria em vários lares...e quem sabe ainda vamos juntar nossos meninos de novo? A energia deve fluir. Quem sabe um natal virtual linkado por facebooks etc farão a conexão?
Eu estou as voltas com os preparativos lá em casa e minha cunhada se animou a vir, e com isso sogra, tia, talvez sogro e avó...preciso bolar algo que deixe a casa com cara de festa, comprar e organizar a ceia, bebidas, presentinhos, rituais...e não sei se darei conta porque tenho um bebê e bebês são imprevisíveis...pensei em um paraquedas ou lona para ganhar espaço que perco com a chuva, lembrancinhas, músicas, gostaria de um natal dançante e com ambiente para bebês e com brindes e com leveza, quem sabe até com banho de chuva e piscina. Gente, quem puder me dar dicas, são valiosas, não tenho muita louça, o que posso fazer antes para adiantar e não deixar tudo para a noite feliz e por falar em banho de chuva, veja como Nana narrou o primeiro banho de chuva que o bebê participou conosco!

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