quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Casa da São Lourenço

Minha avó dizia, pobreza não é sujeira e tia Norma sempre disse, limpeza, Deus amou! Bem, aqui as latas de alumínio para mantimentos eram areadas toda semana e tinham que ficar iguais a espelho. Quando vovó morreu, Toninho cortou o armário dela e colocou a parte de cima para uso e fez essa prateleira para tia Katia ficar mais animada e confortável na cozinha...esses azulejos me dão nostalgia. O ruim é que faltava muita água nessa casa antiga.

Quando tio Neilson casou-se, fomos eu e vovó morar com mamãe, mas não deu muito certo e tio Simá conseguiu essa casa nessa vila, que depois foi quase toda ocupada pela minha família. Eu tive um baque quando vi a vila caindo aos pedaços, mas minha avó disse que era temporário e sempre melhorava alguma coisa...ainda assim, sonho muito com este lugar e se pudesse, até compraria e reformaria. Com as noções que tenho hoje de decoração e tal...faria muitas coisas bacanas lá, com recursos, a vida fica bem melhor, Graças a Deus. Era nessa pilastra da varanda onde Rodrigo foi muitas vezes e ficava lá fumando, quando ia me visitar...fazíamos fogueira, brincamos muito nesse quintal. Essa casa da frente, foi habitada por minha mãe e a parte da frente dela, por tio Nei. Era uma casa só, a casa grande, que tinha a inscriação...lar de Anete, esposa de Sr. Adelino, que veio de Portugal...

Um comentário:

  1. Putz!!!!
    Fiquei sem chão agora...
    Aconteceram tantas coisas naquela varanda.
    Lembro de tudo, toda vez que tomo suco de manga me lembro de lá.
    Deixa eu parar por aqui, pois sou chorona.
    Te amo muito, minha amiga apesar de estarmos muito distantes, uma da outra.

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